A principal reivindicação prende-se com a reabertura do Serviço de Atendimento Permanente (SAP) a funcionar 24 horas por dia, uma luta que os residentes travam há mais de 15 anos.

A recente decisão de encerrar o período noturno que restava neste serviço, que funcionava até às 22h00, deixou milhares de utentes sem qualquer alternativa de proximidade.

A Extensão de Saúde de Melides, que antes assegurava assistência médica diária de segunda a sexta-feira, passou a funcionar apenas um dia por semana, enquanto o posto médico de Canal Caveira foi totalmente encerrado, forçando a deslocação dos doentes para a sede do município.

Perante este cenário de desinvestimento na saúde local, os utentes de Grândola são obrigados a recorrer às urgências do Hospital do Litoral Alentejano (HLA), em Santiago do Cacém, que se situa a mais de 40 quilómetros de algumas localidades do concelho.

As assimetrias regionais e a falta de recursos no HLA agravam ainda mais a situação geográfica dos utentes. Quando o hospital de referência da região não tem capacidade de resposta ou especialidades suficientes, os doentes são reencaminhados para o Hospital de São Bernardo, em Setúbal, a mais de 60 quilómetros, para o Barreiro, a mais de 80 quilómetros, ou mesmo para as unidades hospitalares de Lisboa, localizadas a mais de 100 quilómetros de distância.

Casos críticos como o das grávidas residentes, que enfrentam a ausência de uma maternidade no HLA e necessitam de viajar para a Península de Setúbal ou para Beja para dar à luz, e a necessidade de realizar exames de diagnóstico complexos, como ressonâncias magnéticas em Cascais, motivaram a comissão a convocar esta mobilização para exigir soluções definitivas ao Ministério da Saúde.