O governante reconheceu a especificidade e a urgência do território, garantindo que o executivo está a desenhar este plano de exceção em parceria com a autarquia local para reforçar áreas críticas como a habitação, a saúde, a educação, as creches e os lares de terceira idade.

O alerta para a saturação dos serviços tinha sido lançado minutos antes pelo presidente da Câmara de Sines, Álvaro Beijinha, que descreveu o cenário da habitação no concelho como absolutamente dramático.

De acordo com o autarca, a forte procura inflacionou os preços para mínimos de dois mil euros mensais no mercado de arrendamento e de 300 mil euros para a compra de casa.

Os dados da autarquia indicam que a população de Sines cresceu mais de 12% entre 2021 e o final do ano passado, o que representa cerca de duas mil novas pessoas, sem que os serviços públicos tivessem acompanhado este ritmo.

Como consequência, a população local começa a demonstrar contestação face aos novos projetos industriais, queixando-se do aumento do custo de vida e da maior dificuldade em aceder a cuidados de saúde ou a vagas em creches.

Embora sublinhe que o município continua de portas abertas ao investimento privado, Álvaro Beijinha defendeu que as empresas devem assumir maior responsabilidade social no território, sugerindo a celebração de contratos locais.

O presidente da câmara aproveitou ainda a presença do ministro para exigir uma revisão urgente da Lei das Finanças Locais, exemplificando a injustiça fiscal com as receitas da derrama.

Apesar dos investimentos multimilionários na região, o município de Sines recebeu menos de 1,5 milhões de euros deste imposto no ano passado e não chegou a atingir um milhão de euros em 2024, valores considerados residuais face ao orçamento municipal global de 41,5 milhões de euros.