A iniciativa, de âmbito nacional, dura apenas um minuto e tem como objetivo sensibilizar os cidadãos para o risco sísmico, ensinando e treinando os três gestos básicos de autoproteção que podem salvar vidas em caso de catástrofe: baixar, proteger e aguardar.

Organizado anualmente em colaboração com diversas entidades públicas e privadas, o evento coincide com o Dia Mundial de Sensibilização para os Tsunamis, assinalado a 5 de novembro, e ocorre quatro dias após a efeméride do devastador terramoto de 1755.

A escolha da data serve de alerta numa nação geograficamente vulnerável, mas onde a memória coletiva sobre sismos de grande magnitude se esbatia devido ao longo espaçamento temporal entre ocorrências.

Carlos Mendes, diretor nacional de prevenção e gestão de riscos da ANEPC, sublinha a importância de rotinar estes comportamentos.

Enquanto o risco de incêndios florestais está muito presente no quotidiano dos portugueses, o risco sísmico é frequentemente desvalorizado.

O minuto do exercício simula a duração média de um tremor de terra e foca-se em ações concretas: baixar para evitar quedas provocadas pelas ondas sísmicas, proteger a cabeça e as partes sensíveis do corpo sob uma superfície resistente (como uma mesa) e aguardar até que a terra pare de tremer.

Após uma edição em 2025 que mobilizou mais de 750 mil participantes — divididos entre escolas, empresas, instituições e cidadãos em nome individual —, a ANEPC espera superar os números este ano.

Por todo o país, os Comandos Regionais e Sub-regionais de Emergência, corporações de bombeiros e municípios dinamizarão ações locais de sensibilização. O evento central desta edição terá lugar na Escola Secundária Sebastião da Gama, em Setúbal.