A operação culminou na apreensão de cerca de cinco toneladas de cocaína a bordo de um navio porta-contentores.

A embarcação, proveniente da América Latina, foi intercetada em pleno Oceano Atlântico.

Toda a operação decorreu sob a coordenação do MAOC-N (Maritime Analysis and Operations Centre – Drugs), com o apoio das autoridades de Espanha e do Reino Unido.

A operação contou com o apoio crucial das Forças Armadas portuguesas. O navio foi localizado e abordado a cerca de 640 milhas náuticas (1185 quilómetros) de Lisboa.

De acordo com fontes ligadas à investigação, a abordagem ocorreu em alto-mar sob "condições extremas de dificuldade", exigindo o uso coordenado de meios navais e aéreos do Sistema de Forças.

No interior do porta-contentores, as autoridades encontraram a droga e detiveram de imediato dois cidadãos estrangeiros em situação clandestina.

Foram também apreendidos equipamentos de navegação e estruturas preparadas para o "arremesso da droga ao mar".

As investigações avançaram rapidamente após a abordagem inicial.

Nas últimas horas, a PJ identificou e deteve um terceiro suspeito: um membro da tripulação do navio, também de nacionalidade estrangeira, sobre o qual recaem "fortes suspeitas de estar envolvido no esquema criminoso".

Após a interceção, o navio porta-contentores foi escoltado pela Marinha portuguesa até ao porto de Sines, onde atracou em segurança.

Os três detidos vão agora ser presentes às autoridades judiciárias para a aplicação das respetivas medidas de coação, enquanto a investigação prossegue para identificar outros ramais desta rede europeia.

O navio saiu de Sines nesta manhã com destino a Marrocos.