Greve no terminal de GNL de Sines regista adesão de 100% nos primeiros turnos
A adesão à greve dos trabalhadores da REN Atlântico, empresa responsável pela operação do terminal de gás natural liquefeito (GNL) de Sines, atingiu os 100% nos primeiros dois turnos do protesto iniciado este domingo.
A informação foi confirmada pelo dirigente sindical Rogério Silva. De acordo com o representante sindical, o impacto da paralisação reflete-se na interrupção total do abastecimento de cisternas.
Contudo, o fornecimento regular de gás para a rede nacional não foi afetado, uma vez que os trabalhadores estão a assegurar o cumprimento dos serviços mínimos estipulados para o fim de semana.
O protesto, que arrancou à meia-noite de domingo, prolonga-se até à próxima terça-feira.
Na base da contestação estão reivindicações que se arrastam desde 2012, com destaque para a exigência de um regime de pré-reforma que compense o desgaste associado ao trabalho por turnos, em moldes semelhantes aos previstos no ACT 2000.
Os trabalhadores exigem ainda a correção de desigualdades salariais entre profissionais com as mesmas funções.
