Entre os dias 18 e 25 de julho, o concelho de Sines e a aldeia de Porto Covo transformam-se num palco gigante que acolhe um vasto programa de iniciativas paralelas, cruzando a arte, a sustentabilidade, a ciência e a literatura.

A preservação e o conhecimento do património natural marcam o arranque desta edição. Através de uma parceria renovada com a Universidade de Évora, os investigadores do CIEMAR e do MARE/ARNET vão dinamizar, entre 18 e 24 de julho, o programa "Entremarés", focado em revelar os tesouros biológicos da costa local.

Alinhada com os valores ambientais, a programação ganha este ano um forte pilar de sustentabilidade ecológica em Porto Covo.

No dia 18 de julho, os visitantes são convidados a participar numa caminhada de plogging (recolha de lixo durante a corrida ou marcha) entre Porto Covo e a Ilha do Pessegueiro, em colaboração com a Be Blue & Green.

Adicionalmente, nos dias 18 e 19, o parque cultural Casas da Ilha exibe "Waste 2 Arte", uma exposição do fotógrafo e recoletor Nuno Antunes que transforma os resíduos encontrados nas praias da região em obras de arte com uma nova perspetiva crítica.

O festival assume-se também como um espaço de partilha intergeracional, dedicando momentos especiais aos mais jovens.

O clássico Pátio das Artes abre as portas para os ateliês infantis conduzidos por músicos do cartaz do festival, permitindo a crianças a partir dos 4 anos o contacto direto com Mariaa Siga (22 de julho), Otto (23 de julho), Saad Tiouly (24 de julho) e Isam Elias (25 de julho).

Para os bebés a partir dos 18 meses, a contadora Maria Machado apresenta a sessão "Olha, Olha… É uma História", no dia 25 de julho, no Centro de Artes de Sines.

Outro dos momentos mais aguardados pelas famílias é a visita guiada "O Outro FMM", agendada para 24 de julho, que desvenda os segredos dos bastidores e a montagem de toda a estrutura no Castelo.

A palavra dita, a literatura e o movimento ganham igual destaque no Pátio das Artes.

O ciclo de narração oral "Contos de Tantos Mundos" trará este ano as vozes e histórias de Flávio Superbi, Rita Sales, Matia Losego e Antonella Gilardi, entre os dias 22 e 25 de julho.

A botânica e a música cruzam-se no workshop "Plantas do Mundo", orientado por Fernanda Botelho no dia 21 de julho.

O espaço acolhe ainda o lançamento dos livros "Faz de conta", de Júlio Pereira, e a reedição da icónica autobiografia de Miles Davis com Quincy Troupe.

Nos primeiros dias do evento, o tango argentino invade o espaço público com a "Milonga Caramuja", promovida por SintroplIsa, que promete duas noites de dança social: a primeira no miradouro da Praia dos Buizinhos, em Porto Covo (19 de julho), e a segunda no exterior do Centro de Artes de Sines (20 de julho).

Por fim, o festival celebra o regresso do cinema documental ao auditório do Centro de Artes de Sines, exibindo quatro obras que exploram histórias e identidades musicais globais entre os dias 22 e 25 de julho.

Durante o mesmo período, os visitantes podem explorar a Feira do Disco, do Livro e do Cartaz nas antigas instalações do Centro de Artes, bem como a exposição de arte contemporânea "Chuva de Verão", patente no Centro de Exposições, que reúne peças marcantes de criadores consagrados e emergentes da Coleção de Arte Contemporânea do Estado.

O FMM Sines reafirma, assim, o seu estatuto de acontecimento cultural total, onde a música serve de pretexto para pensar, sentir e descobrir o mundo.