O forte crescimento económico e industrial que a região tem registado está a provocar uma forte pressão sobre as infraestruturas locais, exigindo uma resposta proporcional e célere para assegurar a sustentabilidade do território.

O presidente da autarquia, Álvaro Beijinha, transmitiu pessoalmente estas necessidades à ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, durante uma reunião de trabalho.

Em declarações aos jornalistas, o autarca sublinhou a urgência de garantir fundos comunitários ou do Orçamento do Estado para intervenções nos sistemas "em alta" (sob gestão de entidades terceiras) e "em baixa" (da responsabilidade direta do município), destacando que o investimento total estimado, que inclui a construção de uma nova Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) adaptada às novas exigências populacionais e industriais, poderá ascender aos 10 milhões de euros.

Além da gestão da água, o encontro serviu para colocar em cima da mesa a resolução de um grave passivo ambiental da região: o Aterro da Sanchinha, localizado na zona limítrofe entre os concelhos de Sines e Santiago do Cacém.

Álvaro Beijinha lamentou o facto de o processo de selagem e requalificação deste espaço, inicialmente previsto num acordo de colaboração com a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) em 2019, continuar estagnado e sem quaisquer avanços práticos, reclamando uma intervenção direta do Estado para resolver o problema.

Embora o Orçamento do Estado preveja o desenvolvimento do plano estratégico «Água que Une» focado no complexo industrial da Zona Industrial e Logística de Sines (ZILS), o município reforça que a tutela não pode esquecer as redes municipais e o saneamento básico das populações locais, instando o Governo a criar mecanismos específicos que permitam financiar estas obras estruturantes para o futuro de Sines.