O júri, que deliberou no passado dia 14 de setembro, escolheu o trabalho vencedor entre 59 manuscritos originais apresentados por autores de língua portuguesa residentes em Portugal, Brasil, Itália, Países Baixos e Moçambique.

Na fundamentação da escolha, os avaliadores destacaram a "abordagem tanto poética quanto ágil" da obra, bem como a "atenção literária prestada a elementos prosaicos do quotidiano, pela desenvoltura do verbo, sua originalidade e sensibilidade".

O primeiro prémio confere à autora um valor pecuniário de quatro mil euros e garante a edição do livro pelo Município de Santiago do Cacém.

O painel de jurados desta 16.ª edição foi constituído por Ana Margarida de Carvalho, em representação da Associação Portuguesa de Escritores; Maria Paula Mendes Coelho, Vice-Presidente da Associação Portuguesa dos Críticos Literários; e Sandra Isabel das Candeias Guerreiro Dias, investigadora e Professora Adjunta Convidada na Escola Superior de Educação de Beja.

Além do prémio principal, o júri decidiu também atribuir duas Menções Honrosas. A primeira distinguiu o original “Longe da Ferida”, de Ande Alencar (sob o pseudónimo Pedro Vaz), louvado pela sua "sofisticação nos recursos literários e capacidade de inovação estilística".

A segunda menção foi entregue à coletânea de contos “Microcosmos”, de Maria Teresa Meireles (sob o pseudónimo Maria Helena), reconhecida pela "invulgar e subtil ironia com que são sondadas e/ou encenadas situações mais ou menos banais ou curiosas do quotidiano das relações humanas".

Promovido desde 1996 pelo Município de Santiago do Cacém, o Prémio de Conto Manuel da Fonseca destina-se a autores maiores de idade naturais de qualquer país da comunidade lusófona.

Com esta iniciativa, a autarquia presta homenagem ao grande escritor santiaguense, figura incontornável da literatura portuguesa que se destacou na excelência do conto, ao mesmo tempo que cumpre o propósito de impulsionar e revelar novos criadores na língua portuguesa.