Segundo Pedro Carvalho dirigente do SITE-Sul, “a Petrogal comunicou à Martifer a redução em 60 por cento do trabalho previsto no contrato de manutenção o que levou ao despedimento, primeiro de 30 trabalhadores que estavam à hora e agora mais 60 que tinham contrato”.

“O contrato de manutenção desta empresa com a Galp envolve mais de uma centena de trabalhadores, que prestam serviço de manutenção, mecânica, serralharia, instrumentação e eletricidade, com um vínculo precário embora tenham trabalho permanente e crucial nesta refinaria", acrescenta o dirigente do SITE-Sul Pedro Carvalho.

O sindicalista considera que, “sendo a Petrogal uma empresa estratégica para o País e com a responsabilidade social que tem na criação de emprego a nível regional, é a maior responsável por este despedimento e pelo facto de dezenas de famílias ficarem sem qualquer rendimento”.

“A Petrogal está assim a contribuir, na complexa altura de pandemia que vivemos, para o aumento do desemprego e, ainda mais, para o aumento das preocupações destas famílias” denuncia Pedro Carvalho.

O sindicato afirmou que “está a acompanhar a situação e já enviou ofícios ao e à Administração da Galp Energia, para que intervenham de forma a que este despedimento não aconteça”.

Foi defendida por parte do SITE-SUL “a rápida intervenção do Governo junto da Petrogal e das empresas Martifer e CMN”, uma vez que a pandemia “não pode servir para as empresas aproveitarem e fazerem despedimentos”.

Mesmo no presente estado de emergência nacional, o SITE Sul admite “vir a ser necessário recorrer a formas de luta, para defender o emprego e os postos de trabalho”.


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