Se o primeiro trimestre foi até bastante positivo, o segundo foi afetado pelo impacto da pandemia na economia mundial. Recorde-se que o Terminal XXI do Porto de Sines está inserido nas cadeias logísticas globais, absorvendo parte das oscilações deste mercado a nível internacional.

As perspetivas para o segundo semestre passam pela manutenção dos volumes do ano anterior no segmento da carga geral, nomeadamente no que respeita à carga contentorizada, e da contínua redução de movimentação de combustíveis fósseis, contribuindo para um planeta mais sustentável.

O primeiro semestre de 2020 veio confirmar a tendência para a redução da movimentação de combustíveis fósseis no Porto de Sines, alinhando-se aos desafios colocados no “Pacto Ecológico Europeu”. Enquanto principal porta nacional de entrada de produtos energéticos no país, o impacto da necessária descarbonização da economia é um processo consciente e cujos efeitos estão a ser minimizados através da promoção da atração de outros tipos de cargas.

Com efeito, com a paragem das centrais termoelétricas nacionais, o Porto de Sines deixou de movimentar quase dois milhões de toneladas de carvão, em comparação com o semestre homólogo anterior. Por outro lado, a redução da movimentação de crude derivado à diminuição da procura de combustíveis (gasolina e gasóleo), no contexto do confinamento motivado pela Covid-19, teve um impacto de quase um milhão de toneladas na movimentação de granéis líquidos, com o Gás Natural Liquefeito manter os níveis de movimentação do semestre homólogo anterior. Já a movimentação do segmento de carga geral, no qual se inclui a carga contentorizada, manteve-se praticamente inalterada. Assim, o conjunto dos três segmentos de mercadorias registou no primeiro semestre de 2020 uma redução de 12,7% em relação ao mesmo período do ano anterior.


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