Segundo Susana Pádua, presidente da concelhia de Santiago do Cacém do PS, esta visita teve como objetivo, “aferir o ponto da situação nas próprias escolas, assim como perceber como está a ser gerida a situação pelos profissionais de educação, pais e encarregados de educação, alunos, neste regresso às aulas presenciais. Demonstrámos, por outro lado, o nosso apoio incondicional para que sejam reunidas as melhores condições para que o ano escolar possa abrir no nosso concelho dentro da normalidade possível e em segurança, sem inquietações excessivamente acrescidas em relação à segunda vaga do vírus, sabendo-se à partida que não existe risco zero”.

Na deslocação a Alvalade do Sado, a direção da escola prof. Arménio Lança, “expôs os esforços desenvolvidos e a forma como teve de se reinventar, referiu pela positiva a ajuda prestada por parte da junta de freguesia na resolução de problemas, mostrando-se esta disponível para resolver situações mesmo que exorbitem suas estritas competências” refere o comunicado do PS.

Já na reunião com o diretor do Agrupamento de Escolas de Santiago do Cacém, “ficámos a par de outras situações, como o investimento feito na escola na aquisição de novos computadores e mobiliário. Um dos problemas que enfrenta, segundo o diretor é a falta de resposta por parte do Ministério da Educação na colocação de pessoal assistente/tarefeiros”.

O PS afirma também que “no que respeita ao pré-escolar, o qual já iniciou a componente de animação e apoio á família desde o início do mês ainda se aguardam os prometidos tapetes desinfetantes, assim como dispensadores de álcool gel em número suficiente por jardim de infância assim como os equipamentos de proteção individual para as funcionárias. Relativamente ao pessoal afeto aos jardins de infância, o PS continua a aguardar os dados da Câmara para depois se pronunciar com propriedade sobre esta matéria”.

 “Relativamente aos transportes escolares existe uma grande preocupação por parte de diretores, pais e alunos transportados no município, acrescida agora, nesta fase com o facto da organização de turnos nas escolas. Esta também foi uma grande preocupação do diretor e vice-diretora da escola Prof. Arménio Lança, devido a ser o mesmo autocarro a ir às Ermidas e a São Domingos, originando-se um grande desfasamento horário que muito penaliza os alunos, que neste tempo de pandemia ainda mais se acentua. Situação idêntica vive a escola do Cercal do Alentejo com os alunos transportados, sendo esta uma competência da Câmara Municipal esperamos que se resolva rapidamente”.

O PS de Santiago do Cacém percebeu, “os esforços que as escolas estão a fazer para que as regras possam ser cumpridas. Todo o pessoal das escolas arregaçou as mangas e de tudo tem feito para se adequar o funcionamento dos estabelecimentos de ensino à nova realidade imposta pela Covid-19”.

Neste momento em que Santiago do Cacém apresenta o maior número de casos positivos, a presidente da Concelhia, Susana Pádua, considera que “todos temos pela frente uma pandemia e que nesta batalha contra este inimigo comum, temos de ser todos por um e um por todos. Esta não é uma batalha exclusiva de diretores de escola, partidos políticos, sindicatos, pais, alunos, autarquia ou governo, é uma batalha de todos, em que todos devem dar o seu melhor, e dar o seu melhor entenda-se esforçar-se por cumprir as regras emanadas da DGS”.

O Partido Socialista considera que se “exige aos responsáveis políticos serenidade e responsabilidade coisa que lamentavelmente não tem acontecido nas entrevistas prestadas à comunicação social nomeadamente por parte do executivo CDU, que não resolvendo situações que são da sua competência, continua como sempre a escudar-se nas suas competências, ou a repetir sistematicamente o que fez, mesmo que nada tenha a ver com medidas de mitigação da Covid19, que é o cerne da questão neste momento. Compreende-se agora melhor, mais do que nunca, porque não quer a gestão CDU aceitar a delegação de competências”.


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