A antiga presidente da associação esclareceu que “quando tomámos posse em 2017, com uma dívida de 128 mil euros, abordamos a Câmara Municipal para nos ajudar a pagar os subsídios de Natal dos funcionários, e o presidente da autarquia disse-nos que não se metia na vida das associações”.

“Assim só conseguimos pagar os últimos subsídios de Natal em março, porque a anterior Direção não tinha deixado dinheiro nos bancos, mas sim prestações no valor de 5.000€ mês, que incluía ainda a dívida da Festa do Centenário, as prestações de 2 ambulâncias e uma dívida de 30.000€ ao Montepio, que transferimos para a Caixa Agrícola a juros mais baixos pagando a prestações, e no total as dívidas perfaziam os tais 128.000€” acrescentou Natália Caeiro.

A mesma responsável afirmou que “em setembro de 2018 conseguimos equilibrar as contas, ou seja: o que os hospitais nos deviam era igual ao que nós devíamos aos fornecedores. Cerca de 100.000€ dos dois lados. A partir daí continuámos com as contas equilibradas, pagando mensalmente as prestações dos 5 motores novos que mandamos montar em cinco ambulâncias, entre outras”.

“Desde 2018, nunca mais faltou dinheiro para pagar os ordenados e os subsídios a horas, o IRS e a Segurança Social, as prestações e os combustíveis entre outros. É claro que em 3 anos, aquela casa, não consegue pagar 128.000€ de dívida das outras direções, cerca de 60.000€ e 70.000€ em horas extraordinárias por ano, e 5 motores a pronto, para além dos ordenados e das despesas correntes” especificou Natália Caeiro.

“Fardámos os operacionais, compramos 3 ambulâncias e uma carrinha de transporte de doentes, apenas a última do INEM foi financiada, pintámos o Quartel interiormente entre muitas outras coisas e no banco ficaram 48 mil euros. Ficaram dividas para pagar, mas há receitas para receber que cobrem as dividas” concluiu Natália Caeiro.

Natália Caeiro deixou ainda o desejo que “a nova direção continue o nosso trabalho, que a associação tenha longa vida e sem problemas. Mas não admito, a ninguém, que desfaça no nosso trabalho porque foi muito e feito com o coração e a cabeça”.


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