Além desta reeleição, foi ainda aprovada por unanimidade a resolução política do partido, que define a estratégia do partido para os próximos quatro anos.

Após a votação, os comunistas gritaram a palavra de ordem PCP/PCP. O documento incorporou 23 alterações na redação final, a grande maioria das quais de questões gramaticais ou de pormenor e sem alterar o sentido dos textos.

Na reunião do comité central, no sábado à noite, Jerónimo de Sousa entendeu "não votar na sua própria candidatura", tendo sido eleito "por maioria, com um voto contra", de acordo com uma informação distribuida aos delegados e aos jornalistas, no congresso, em Loures, distrito de Lisboa.

Escolhido pela primeira vez em 2004, Jerónimo foi reeleito por quatro vezes para liderar os comunistas portugueses, sucedendo a Carlos Carvalhas, que esteve no cargo 12 anos, de 1992 a 2004.

Operário e deputado à Constituinte, em 1975, Jerónimo de Sousa, 73 anos, torna-se assim no segundo secretário-geral há mais tempo à frente do partido (16 anos), depois do líder histórico do PCP Álvaro Cunhal (31 anos).


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