Reunião de enfermeiros da ULSLA

Foto: Joaquim Bernardo

Zuraima Prado, do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses explicou que “exigem a progressão na carreira dos enfermeiros com contrato individual de trabalho (CIT), que são já cerca de 60% e a contratação de novos profissionais".

"Muitos destes profissionais que neste momento não tem qualquer perspetiva de progressão na carreira, contam com mais de 10 anos de profissão, contudo, e por decisão do conselho de administração, mantêm-se com um vencimento base de recém-licenciado, por ausência de aplicação das normas de progressão legalmente consagradas".

Estes profissionais exigem a “contratação imediata de 15 enfermeiros para o novo serviço de urgência do HLA e até que isso aconteça não estão disponíveis para passar para as novas instalações”.

Os enfermeiros mostram-se “satisfeitos com as novas instalações” que melhoram as condições da urgência do hospital, mas afirmam que sem a entrada de novos profissionais “não conseguem assegurar todos os postos de trabalho, o que coloca em causa a segurança dos profissionais e dos utentes”.

Se a administração da Unidade Local de Saúde do Litoral Alentejano (ULSLA) não atender estas reivindicações, os enfermeiros “vão cumprir uma greve de 24 horas, no dia 28 de fevereiro de 2020”.

Recorde-se que para o dia 28 de fevereiro, está marcada uma concentração de utentes do litoral alentejano em frente ao ministério da Saúde, em Lisboa.

Segundo o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses, em toda a Unidade Local de Saúde do Litoral Alentejano (ULSLA) que engloba o Hospital do Litoral Alentejano e seis Centros de Saúde, em Alcácer do Sal, Grândola, Santiago do Cacém, Vila Nova de Santo André, Sines e Odemira, faltam cerca de 100 enfermeiros.


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