Na Unidade Local de Saúde do Litoral Alentejano faltam profissionais de saúde em todas as áreas, o que obriga o um esforço suplementar de todos os profissionais que afirmam que “as equipas estas exaustas”.

Zoraima Prado, do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses, explicou que “estamos muito preocupados com a falta de profissionais, um problema antigo e que se vai continuar a agravar, porque vamos ter férias, a população vai aumentar devido à época balnear e continuamos em contexto de pandemia”.

“Se surgir um surto de Covid-19 nesta região, sem qualquer reforço do número de enfermeiros e de outros profissionais de saúde, como é que o SNS vai resolver o problema” questiona Zoraima Prado.

A dirigente do SEP, acrescenta que “nesta unidade local faltam cerca de 100 enfermeiros, mas alem de contratar novos, também é preciso cativar os que cá estão, cerca de 60% dos enfermeiros desta instituição não tem qualquer perspetiva desenvolvimento da carreira, há enfermeiros com 10 anos de profissão que recebem o mesmo de quem está a iniciar, o que não é aceitável”.

Luís Matos, é enfermeiro neste hospital há 13 anos e refere que “estamos exaustos, os problemas agora agravaram-se porque foi preciso reorganizar os serviços, criar novos espaços e mais postos de trabalho sem as admissões necessárias”. 

"As nossas férias foram autorizadas, mas existem muitas restrições em alguns serviços, porque é preciso garantir o normal funcionamento dos serviços. Estamos sempre na iminência de nos cancelarem as férias se houver um aumento de casos de Covid-19. Felizmente os casos nesta região têm sido poucos. Com esta falta de enfermeiros estamos exaustos e não conseguimos voltar à atividade programada que é tão aclamada pelo governo” lamenta Luís Matos. 

A Unidade Local de Saúde do Litoral Alentejano (ULSLA) serve uma população de 100 mil habitantes nos concelhos de Alcácer do Sal, Grândola, Santiago do Cacém, Sines e Odemira.


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