Vasco da Gama de Sines, União de Santiago do Cacém, Grandolense e FC Setúbal são os quatro clubes que não concordam com o inicio da competição devido à pandemia provocada pelo Covid-19.

Os clubes estão preocupados com o “elevado risco de contágio” e com o facto de “se surgir um caso positivo todo o plantel tem de cumprir 14 dias de quarentena, sem que os atletas possam estar nos seus empregos”.

Com esta situação será que os atletas aceitam jogar, podendo ficar privados do sustento das suas famílias, “várias quarentenas” ao longo da época.

A ausência de público nos jogos, priva os clubes de uma receita de extrema importância para a sobrevivência das equipas seniores.

Mesmo sem público, os jogos têm de ter segurança, que pode ser a GNR ou PSP. Devido ao aumento de serviços devido ao Covid-19, as autoridades não têm elementos suficientes para estar nos jogos de futebol.

Sem público os patrocinadores não aceitam fazer publicidade.

Os balneários da esmagadora maioria dos campos atuais não oferecem condições para 18 jogadores tomarem banho após os jogos.

Em muitos deles é igualmente incomportável estarem 20 pessoas no seu interior para dar uma palestra antes do jogo cumprindo com rigor as regras de distanciamento sugeridas pela DGS, em muitos dos balneários apenas poderão permanecer 4 ou 5 atletas de cada vez.

Após cada utilização os balneários deverão ser desinfetados, o que aumenta os custos para os clubes.

A medição da temperatura aos atletas, antes dos treinos e dos jogos, além de ser mais uma responsabilidade para os clubes, não garante qualquer segurança aos intervenientes, pois a maioria dos infetados com COVID-19 são assintomáticos.

Outra questão é se uma equipa estiver a cumprir quarentena tem de adiar os jogos, no mínimo dois por cada quarentena, será que há datas para cumprir todas as jornadas.

Alguns clubes propõem que a competição seja adiada e que possa começar apenas quando existir uma vacina, o que está previsto para o inicio do próximo ano.

A solução apontada para a realização de jogos do campeonato a meio da semana (no caso de adiamento dos mesmos) não parece viável, pois poucos clubes têm iluminação homologada para a realização de jogos oficiais à noite.

Não parece coerente que campos que não foram aprovados para a realização de jogos à noite, por falta de condições, possam a partir de agora fazê-lo.

Uma proposta passa por dividir a competição em duas séries, de oito equipas, com uma final entre os vencedores das séries para apuramento do campeão.

Tem agora a palavra a direção da Associação de Futebol de Setúbal que é a entidade responsável pela organização da competição.


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