Reunião nos Paços do Cocelho de Santiago do Cacém sobre a EDP de Sines

Preocupação agravada, tendo em consideração que na sua maioria, estes trabalhadores, residem no concelho de Santiago do Cacém.

Álvaro Beijinha salienta que “não estão aqui em causa as questões ambientais, até porque temos consciência que esta unidade é uma das maiores emissoras de CO2. O que para nós é preocupante é o futuro dos trabalhadores, porque uma grande parte dos que laboram na EDP de Sines são contratados através de empresas prestadoras de serviços”.

Para o Autarca a questão assume outra dimensão tendo em consideração que “destes trabalhadores a grande maioria reside no concelho de Santiago do Cacém, em particular em Vila Nova de Santo André, com o encerramento da Central Termoelétrica coloca-se uma questão social, daí a nossa apreensão”.

Entretanto, o Presidente da Câmara Municipal reuniu com o Sindicato das Indústrias das Energias e Águas de Portugal, tendo os seus representes apresentado as suas preocupações em relação ao assunto.

Álvaro Beijinha avança que “segundo as informações que obtivemos, os trabalhadores que são quadros da EDP, a empresa irá acautelar e enquadrar a sua situação”.

A Câmara Municipal de Santiago do Cacém “está preocupada e solidária com os trabalhadores, não pondo em causa a questão de fundo que tem a ver com o ambiente, e tendo a consciência que Portugal tem metas e compromissos a nível europeu e até mundial para cumprir. Mas preservar um bem comum tem custos que têm reflexos do ponto de vista económico e social na vida de mais de 300 trabalhadores. Por isso questionámos o Governo, através da Ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Ana Mendes Godinho, sobre que medidas e soluções têm previstas”.

Álvaro Beijinha considera positiva a tomada de medidas que visem proteger o meio ambiente e a vida humana, “o encerramento daquela unidade é um assunto falado há alguns anos tendo em conta os níveis de poluição que a Central Termoelétrica emite para a atmosfera, mas as questões laborais criam apreensão” e foi, perante este cenário, que o Presidente da Câmara Municipal de Santiago do Cacém solicitou uma reunião com a Ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Ana Mendes Godinho, para discutir este assunto.

Em carta endereçada, em 19 de dezembro de 2019, ao Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Álvaro Beijinha sublinha “que o despedimento destes trabalhadores, sem vínculo, todos com contratos precários, irá ter um impacto social grave nas suas vidas, na vida das suas famílias e em consequência no concelho de Santiago do Cacém.”

Neste momento, o Autarca aguarda uma reposta por parte do gabinete da Ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social ao pedido de reunião.


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A preocupação é muito séria e transversal a toda esta comunidade. Há que tomar medidas sérias. Esta fábrica tem gente dentro que é responsável pelos imensos dividendos colhidos ao longo de muitos anos. Há que preservar esta gente.

Egidio fernandes

08/01/2020


SINES