Foto: Foto: Agência Ecclesia

D. João Marcos disse aos membros do clero reunidos na Catedral de Beja que este é um dia de “louvor e ação de graças” por estes 250 anos de vida de uma diocese, “várias vezes ameaçada de extinção”.

O responsável católico passou em revista a história da diocese, que teve uma primeira cátedra antes da nacionalidade portuguesa (Pax Iulia), desde o ano 531, sendo considerado como seu primeiro bispo histórico Santo Apríngio; a cátedra desapareceria em 754, durante mais de mil anos.

D. João Marcos recordou, além deste bispo, a figura de São Sisenando, diácono e mártir cristão do século IX, neste território.

A diocese alentejana seria restaurada a 10 de julho de 1770, através da bula ‘Agrum Universalis Ecclesiae’, do Papa Clemente XIV.

O primeiro bispo foi D. Frei Manuel do Cenáculo, autor de um catecismo e “20 cartas pastorais”.

Já em janeiro de 1885, D. António Xavier de Sousa inaugurou o primeiro Seminário de Beja.

D. João Marcos falou ainda dos “tempos difíceis” da I República, que em 1910 levaram ao exílio de D. Sebastião Leite de Vasconcelos, o qual viria a falecer em Roma.

A sede episcopal só seria preenchida em 1920, com D. José do Patrocínio Dias, nomeado pelo Papa Bento XV, recordado hoje pela sua “obra notável”.

A este bispo seguiram-se D. Manuel dos Santos Rocha, D. Manuel Franco Falcão e D. António Vitalino Fernandes Dantas, antecessor de D. João Marcos.

O bispo de Beja pediu perdão pelos “pecados” desta comunidade católica e desejo um futuro “fecundo” para a diocese.

O programa comemorativo para os 250 anos da restauração da Diocese de Beja começou a 1 de dezembro de 2019, sob o lema pastoral ‘Somos Igreja Celebrante’; no próximo domingo, vai decorrer uma celebração aberta a toda a comunidade.

Fonte: Agência Ecclesia


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